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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

#DiaDeSporting: Feirense - Sporting (e o fecho do mercado)

Depois de dois jogos na Selecção que trouxeram dois resultados positivos e uma lesão de Fábio Coentrão, assim como terminado o fecho de um mercado de transferências sempre angustiante (que, depois das alterações anunciadas pela liga inglesa, deverá sofrer outras mais, a nível da UEFA, para trazer maior regulação e estabilidade às ligas nacionais), regressamos à competição que desejamos mais vencer: o campeonato nacional. O Sporting tinha, pelo menos, cinco jogadores com muito mercado: Rui Patrício (cuja venda por valores que interessem ao clube será sempre difícil), William Carvalho, Adrien, Gelson Martins e Bas Dost. Destes jogadores, Adrien é aquele cuja venda seria mais benéfica: por estar no limite em termos de idade e potencial desportivo e financeiro (faz 29 anos no início do próximo ano), e por jogar, também, numa posição onde o Sporting se precaveu com um excelente jogador e um bom reforço (Bruno Fernandes e Battaglia, respectivamente). Qualquer outro jogador seria muito mais difícil de substituir do que Adrien Silva, e com a provável titularidade de Bruno Fernandes, no centro do meio-campo, a equipa poderá ter, nessa posição, características que favoreçam ainda mais o seu jogo ofensivo, algo determinante para a regularidade de vitórias e a conquista do campeonato. Outra boa notícia é, também, a permanência de William Carvalho, uma peça fundamental no jogo com bola e alguém cujas características seriam muito difíceis de substituir no nosso plantel (Petrovic ou Palhinha não oferecem o mesmo). Fez bem o Sporting em rejeitar as propostas que vieram por ele: a sua saída por menos de 35 milhões de euros seria sempre negativa para o clube.

Quanto ao jogo de hoje, e para além da ausência de Fábio Coentrão, Podence, a recuperar de lesão, ainda não se encontra na lista de convocados. Acuña e Coates jogaram pelas suas selecções, na América do Sul, e regressaram apenas há dois dias, pelo que a sua não-utilização poderá também estar a ser encarada (pensando, também, no primeiro jogo da Champions, já na próxima terça, contra o Olympiakos). Este é o nosso onze:

Rui Patrício, Piccini, André Pinto, Mathieu, Jonathan Silva, William Carvalho, Bruno Fernandes, Gelson, Iuri Medeiros, Alan Ruiz, Bas Dost. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Liga dos Campeões (1.ª mão da eliminatória): Sporting - FCSB (0-0)

"Jogámos contra uma equipa ao nosso nível." (Jorge Jesus)

Confrangedora a qualidade do futebol do Sporting no terceiro ano de Jorge Jesus. Com um plantel suficiente para jogar um futebol eficaz e interessante, e com a obrigação de se impor a uma equipa nitidamente inferior neste acesso privilegiado à Liga dos Campeões (há equipas, neste momento, que não passam do meio da tabela, em Portugal, e que são mais perigosas do que esta equipa romena), o Sporting é incapaz de apresentar jogo interior (não há qualquer ligação, entre sectores, no momento da construção, excepto para atirar bolas para as faixas laterais) e de entregar bolas em condições ao seu ponta-de-lança. No entanto, e relendo as palavras do treinador depois do jogo (será que o presidente concorda?), tudo parece estar bem.

Jesus insistiu na inoperante dupla Battaglia/Adrien, entregando 67 minutos de avanço ao adversário (construção: zero). Com a permanência de Adrien em Alvalade, o Sporting arrisca-se a criar um problema no seu jogo por uma questão de balneário, pois é claro, para todos, que Fernandes é tecnicamente superior ao capitão da equipa. Com um primeiro médio mais fraco, com bola, do que William Carvalho, o Sporting precisa da técnica e criatividade de Fernandes, a segundo médio, como de pão para a boca. Não assumi-lo é o primeiro passo para uma época perdida.

Piccini revelou as suas limitações: uma perda de bola comprometedora (estamos com uma média de uma por jogo) e uma técnica de cruzamento que, com todo o espaço do mundo, consiste em fazer um chapéu para a área. No entanto, é justo dizer que Coentrão fez pior exibição, com momentos de desconcentração e perdas de bola que só se justificam por uma péssima forma física. Vamos ver Jonathan Silva ainda muitas vezes esta época. Mathieu, na defesa, foi o melhor elemento (apesar de uma última perda de bola no fim do jogo), mostrando muita velocidade, muita coesão com bola, e liderança dentro de campo (fazendo uma dupla forte com Coates). A Gelson, não se pode pedir mais (vai carregando a equipa às costas), e Podence, apesar de discreto, ofereceu a melhor oportunidade de jogo a Acuña, que só não concretizou por azar (o remate saiu muito forte e colocado, embatendo no poste antes de sair pela linha). Doumbia pouco trouxe em vez do jovem português: mais presença na área, mas sem definição.

Jesus pede aos seus jogadores para repetirem movimentos e passes vezes sem conta, e sem criatividade (excepto nas alas), sem fazer com que a bola chegue aos momentos de finalização, no centro do campo, em boas condições. É difícil entender como é que um treinador conhecido por essas características de jogo venha a oferecer, pela segunda época consecutiva, um tipo de jogo que em tudo contraria aquilo que o Sporting precisa de criar para concretizar os seus objectivos. A época promete ser longa, e o Sporting prepara-se para defrontar 60 mil adeptos romenos, em Bucareste, que tudo farão para fazer tremer a equipa. Quanto ao seu adversário, não precisa de maior motivação.

Notas: Rui Patrício (8), Piccini (5), Coates (7), Mathieu (7), Coentrão (4), Battaglia (5), Adrien (4), Gelson (6), Acuña (6), Podence (5), Bas Dost (4), Doumbia (4), Bruno Fernandes (6), Iuri Medeiros (5).

sábado, 12 de agosto de 2017

2.ª jornada: Sporting - Vitória de Setúbal (1-0)

Não pude ver o jogo, mas pelo resumo televisivo e pela leitura de crónicas e análises, não foi difícil perceber que esta foi (mais) uma vitória sofridíssima em Alvalade. Ao contrário do que tinha anunciado José Couceiro, o Setúbal não se mostrou interessado em jogar futebol e optou por enfiar-se dentro da grande área durante os 90 minutos. É frustrante ver a falta de ambição e o mau futebol que as equipas pequenas continuam a praticar, em Portugal, quando jogam contra as equipas candidatas ao título. O futebol fica a perder.

Ao ver o onze inicial ainda antes do início da partida, já se adivinhavam as dificuldades que poderiam surgir durante o jogo. Um meio-campo composto por Battaglia e Adrien (a jogar, neste momento, por uma questão de estatuto) retira muita capacidade técnica e criativa, com bola, ao jogo da equipa, um factor decisivo quando se tem um adversário apenas interessado em defender o zero a zero. Sem William, o futuro de um Sporting eficaz está num meio-campo com Adrien a 6 e Bruno Fernandes, ao seu lado, na posição 8 (ou Battaglia, a 6, com Bruno Fernandes ao seu lado). Apesar de não ter concretizado as suas oportunidades, percebeu-se a importância que Doumbia tem nestes jogos para furar difíceis muralhas. Falta-lhe apenas um golo para ganhar a confiança necessária e tornar-se num jogador essencial neste campeonato. Não espantaria, ainda assim, que o Sporting trouxesse mais um avançado com golo, algo que Podence, neste momento, ainda não oferece à equipa (e muito defendemos a utilização deste enorme jovem jogador).

O Sporting acabou por ter a sorte do jogo, mas não vale a pena contar com ela para todos os duelos difíceis que iremos encontrar em casa. É preciso construção e criatividade desde trás, algo que William trazia, primorosamente, na primeira fase do jogo com bola. Com a sua saída, se importa trazer físico ao meio-campo, convém não esquecer o enorme valor que trazia, igualmente, ao jogo interior, à mudança rápida de flancos, à acutilância dos passes no momento de encontrar espaços certos para a última decisão e a finalização. E o único substituto à altura está em Bruno Fernandes, alguém que irá trazer tudo isso na posição de 8 e que pede, ao seu lado, a muralha defensiva de Battaglia ou um recuo de Adrien para um lugar mais defensivo, onde a sua disponibilidade física e agressividade certamente se fará valer e onde poderá, inclusivamente, construir os últimos anos da sua carreira.

Resta sublinhar a boa exibição de Mathieu (e a sua capacidade de liderança, trazendo finalmente a sua experiência para dentro de campo), assim como os zero golos sofridos em dois jogos do campeonato. Quase que temos vontade de citar outros treinadores e dizer: "o caminho faz-se caminhando...". Terça-feira há mais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

1.ª jornada: Aves - Sporting (0-2)

Num jogo ainda a ritmo de pré-época (lento e conservador no ritmo), o recém-promovido Desportivo das Aves acabou por ser o arranque ideal para cimentar rotinas no grupo, exibir maior segurança a defender e maior coesão entre sectores, e poder voltar a casa com uma vitória motivadora, no arranque do campeonato, com zero golos sofridos (quantas vezes conseguimos essa estatística na época passada?). O Sporting manteve sempre o controlo da operações da partida, com excepção de um par de erros defensivos de Piccini na faixa direita (que se mostrou seguro, no entanto, no trabalho com Gelson) e nos últimos minutos da primeira parte, quando inexplicavelmente deu a bola ao Aves numa altura em que o seu guarda-redes se encontrava lesionado em campo, à espera que a bola não lhe chegasse à baliza (e já depois de ter sido assistido pela equipa médica).

Apesar do pouco ritmo competitivo, Jesus deu os lugares centrais do meio-campo à dupla William/Adrien, puxando Bruno Fernandes para um lugar menos confortável de segundo avançado (deixando Podence no banco). Como esperado, a exibição tanto de Adrien e Fernandes foi intermitente, com o primeiro a resguardar-se para tarefas mais defensivas (com vários passes errados e perdas de bola na construção atacante) e o segundo sem grande entrosamento com os jogadores à sua volta (mas, ainda assim, bastante envolvido no ataque da equipa, com um bom remate que quase inaugurou o marcador).

Embora os dois golos tenham vindo de Gelson Martins, a grande figura da equipa foi Acuña: muita solidariedade e força a defender, muita inteligência e talento a atacar (uma boa assistência, em esforço, para o primeiro golo, e alguns remates muito perigosos a meia-distância), e muita presença no jogo interior da equipa. O extremo argentino promete ser, sem dúvida, um reforço essencial para o resto do campeonato. Podence, a entrar na segunda parte, mexeu com o jogo numa altura em que o Aves já sentia uma maior quebra física, e ofereceu um passe a rasgar a defesa (como vem sendo hábito quando participa no jogo) que Bas Dost (incrivelmente) não soube aproveitar. Com Podence em campo, o jogo do Sporting muda muito e aceita o elemento de risco que, muitas vezes, não está disposto a correr na maior parte do tempo. Destaque ainda para a boa entrada de Battaglia, um jogador que oferece músculo e uma segurança defensiva que muita falta nos fez na época passada.

A próxima jornada é já na sexta-feira, em casa, contra o Vitória de Setúbal (às 20h30), poucos dias antes da primeira mão de um playoff de acesso à Liga dos Campeões que, contra todas as expectativas, se tornou favorável às nossas aspirações. Todas as condições estão reunidas para termos um início de época que pode engatar a equipa para uma boa série de resultados.

Notas: Rui Patrício (7), Piccini (6), Coates (8), Mathieu (7), Coentrão (7), William (8), Adrien (6), Gelson (7), Acuña (8), Bruno Fernandes (6), Bas Dost (6), Podence (7), Battaglia (7).

terça-feira, 11 de julho de 2017

Petrovic, o reforço inesperado (e o meio-campo, ou a segunda revolução no Sporting)

É cedíssimo, ainda, para tirar conclusões a partir de um primeiro jogo de pré-época, mas tal como o Lateral Esquerdo explica (e bem, como sempre), o Sporting parece estar a ganhar um reforço para o meio-campo e alguém que, surpreendentemente, poderá entrar na luta pela titularidade com uma possível saída de William Carvalho: Petrovic. No mesmo post, podemos notar as primeiras dificuldades de Battaglia e Mattheus em acompanhar as dinâmicas ofensivas, no esquema de Jesus, e a ocupação dos espaços com bola (algo que se resolve, essencialmente, com treino). Jesus também parece estar a preparar, e bem, um Sporting sem William e sem Adrien, dois jogadores cuja saída do clube poderá estar mais ou menos alinhavada. Mas mais ainda do que isso, Jesus vai provavelmente testar, em todos os jogos de preparação, um esquema de três centrais (algo que se demonstra, também, no mesmo post), e que poderá abrir a porta a elementos como Francisco Geraldes (fingers crossed), enquanto terceiro médio, na zona mais próxima do ponta-de-lança.